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Quanto custa a bateria de um carro elétrico e quando deve ser trocada?

Vida útil, ciclos de carga, garantia e custos explicam por que a bateria é o maior receio dos carros elétricos

Por Henrique Rodriguez Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
14 dez 2025, 09h00 •
plataforma byd dolphin plus
 (Divulgação/BYD)
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  • Carros elétricos têm vantagens claras em relação aos modelos a combustão, como revisões mais baratas e em intervalos maiores, além da entrega imediata de força em baixas rotações. Em contrapartida, concentram seu principal componente de custo em uma única peça: a bateria do carro elétrico, também o item mais caro do veículo.

    Se, nos carros a combustão, o “ponto fraco” costuma ser a durabilidade do motor, nos elétricos o receio recai sobre a vida útil da bateria. Isso acontece porque o motor elétrico é um conjunto simples. Dentro da carcaça está o estator, fixo, e o rotor, o único componente móvel, responsável pela rotação. Não há atrito direto entre peças, e o desgaste ocorre basicamente nos rolamentos do rotor, que passam por constantes evoluções para reduzir ainda mais a resistência mecânica.

    Quanto dura a bateria de um carro elétrico?

    Em média, a durabilidade da bateria de um carro elétrico estimada pelos fabricantes supera os dez anos, considerando a química utilizada em sua composição. Essa estimativa, porém, depende diretamente da quantidade de ciclos de carga e descarga ao longo do uso.

    Um ciclo completo (1C) ocorre quando 100% da bateria é descarregada e recarregada. Isso pode acontecer tanto em uma única carga completa quanto em várias recargas parciais, como cinco recargas de 20%.

    BMW IX Tecnologia
    Conjunto de baterias do BMW iX xDrive40 e um galão com seu fluido de arrefecimento (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

    Baterias modernas são projetadas para suportar entre 3.000 e 4.000 ciclos e manter mais de 80% da capacidade original após cerca de 2.000 ciclos. Em um carro elétrico com autonomia média de 300 km, isso equivale a rodar aproximadamente 600.000 km ainda com mais de 80% da capacidade, ou ultrapassar 1 milhão de quilômetros com a bateria em condição de uso.

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    Calor é inimigo das baterias

    Mais relevantes do que os ciclos, porém, são as temperaturas de trabalho. Elas são projetadas para operar em temperatura ambiente, que fica entre 20°C e 25°C. Um melhor controle da temperatura da bateria melhora seu desempenho e prolonga sua vida útil.

    Caoa Chery Arrizo 5 elétrico pega fogo em São Paulo em fevereiro de 2025
    Caoa Chery Arrizo 5 elétrico pega fogo em São Paulo, fevereiro de 2025 (CBPMESP/Reprodução)

    As baterias geram muito calor durante o funcionamento e sua temperatura deve ser reduzida dentro das faixas operacionais. Em conjunto, o BMS (Battery Management System), módulo que gerencia e monitora o conjunto, atua para manter cada célula dentro da faixa térmica ideal e com níveis equilibrados de carga usando até mesmo o circuito do ar-condicionado para resfriar o fluido de arrefecimento que passa pela bateria. 

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    Em momentos críticos, a bateria não ferve. Pior: nas altas temperaturas, entre 70 °C e 100 °C, podem levar a fugas térmicas (incêndios), causando uma reação em cadeia que destrói o conjunto de baterias e o carro. Mas a função cotidiana do circuito de arrefecimento da bateria é mitigar os efeitos da temperatura, pois o calor ainda reduz a autonomia e acelera a perda de capacidade.

    Quanto custa a bateria de um carro elétrico?

    Hoje, a maioria das panes que exigem a substituição da bateria é coberta pela garantia dos carros elétricos. Em geral, baterias e sistemas de alta tensão contam com garantia de oito anos ou 160.000 km, prevendo a manutenção de pelo menos 60% da capacidade original. É o caso dos modelos da BYD, como o BYD Dolphin, avaliado no teste de 100.000 km da Quatro Rodas.

    A área onde fica a bateria precisa ser isolada dentro da oficina
    Nem toda bateria de carro elétrico pode ser aberta e ter seus módulos trocados (Renato Pizzutto/Quatro Rodas)
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    O problema aparece quando a garantia não cobre mais o componente. Nesse cenário, o preço da bateria de carro elétrico pode assustar.

    No BYD Dolphin, um dos elétricos mais vendidos do Brasil, a bateria de tração de 44,9 kWh custa em torno de R$ 60.000. Já no Dolphin Plus, com bateria de 60 kWh, o valor sobe para cerca de R$ 70.000. Em um JAC e-JS1, a substituição de todos os módulos pode chegar a aproximadamente R$ 115.000 — praticamente o preço de um carro novo.

    Nem sempre, porém, a perda é total. As baterias automotivas são formadas por módulos, e muitos conjuntos podem ser abertos. Isso permite a substituição apenas do módulo defeituoso em oficinas especializadas, reduzindo o custo para algo entre R$ 5.000 e R$ 20.000 por módulo, dependendo do modelo.

    bateria
    Módulo de bateria de carro elétrico (Divulgação/Quatro Rodas)
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    A troca de células individuais dentro dos módulos também é possível, mas exige mão de obra altamente qualificada e o uso de equipamentos de proteção específicos para sistemas de alta tensão.

    A falta de mão de obra qualificada para serviços mais delicados e avançados, inclusive, é algo que deverá mudar nos próximos anos. A própria demanda forçará uma adaptação, ao mesmo tempo que é esperado que exista um mercado de baterias de reposição para carros elétricos que, inclusive, permita trocar as baterias originais por outras de maior capacidade.

    O que fazer com a bateria antiga?

    Quando a bateria chega ao fim da sua vida útil automotiva — geralmente ao cair abaixo de 60% da capacidade — ela não se transforma em lixo. O componente pode seguir para uma “segunda vida”, sendo reaproveitado em sistemas estacionários de armazenamento de energia, como bancos para energia solar ou soluções de backup (no-break) em edifícios.

    Somente depois desse reaproveitamento é que a bateria segue para a reciclagem. Esse mercado ainda é incipiente no Brasil, reflexo da pequena quantidade de carros elétricos antigos em circulação.

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