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BMW X1 é SUV com dinâmica de perua e parte dos R$ 60.000

A primeira geração do utilitário esportivo tem potencial para agradar o comprador, mas requer cuidados na seleção do modelo

Por Felipe Bitu
17 dez 2024, 07h00
BMW X1 XDRIVE 28I
Na primeira geração, X1 usava a mesma plataforma da perua da Série 3 (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Apresentado em 2009, o BMW X1 inaugurou o curioso segmento dos “utilitários esportivos premium de entrada”, dominando-o até a chegada de concorrentes como Audi Q3 e Mercedes GLA.

A versão do X1 de primeira geração que mais fez sucesso foi a sDrive18i, que vendeu como pão quente até 2014. Seu maior atrativo é o comportamento dinâmico típico da marca, graças ao peso bem distribuído entre os eixos, à elevada rigidez torcional e às suspensões, multibraço na dianteira e duplo A na traseira. Os freios são eficientes e a direção comunicativa.

BMW X1 XDRIVE 28I
(Marco de Bari/Quatro Rodas)

É um conjunto tão bem acertado que evidencia ainda mais a falta de fôlego do motor N46, um quatro-cilindros aspirado 2.0 de 150 cv e 20,4 kgfm. O que ajuda é o câmbio automático sequencial de seis marchas, decisivo para embalar seus 1.455 kg.

Não há teto solar, sensor de estacionamento ou câmera de ré. O nível de equipamentos se resume a ar-condicionado analógico, volante multifuncional e bancos de couro (com ajustes manuais).

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O melhor custo/benefício fica com a sDrive20i, apresentada junto com a discreta reestilização em 2013. Seu motor N20 é um quatro-cilindros turbo com 184 cv e 27,5 kgfm constantes entre 1.250 e 4.500 rpm.

O câmbio automático de oito marchas define um conjunto muito superior em desempenho. Anda mais, bebe menos e é mais bem equipada: traz controle de cruzeiro, sensores de estacionamento, banco com ajuste elétrico, ar-condicionado digital e rodas aro 18.

BMW X1 XDRIVE 28I
Painel do BMW X1 XDRIVE 28I (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Os opcionais mais desejados são o pacote GP (GPS, DVD e interface iDrive) e o teto solar. A potência se manteve inalterada no motor 2.0 ActiveFlex, principal novidade do modelo 2015.

Se o objetivo for performance, não há nada melhor que a versão xDrive28i: seu maior atributo é a tração integral, que distribui eletronicamente o torque entre os eixos (40% para o dianteiro e 60% para o traseiro).

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BMW X1 XDRIVE 28I
(Marco de Bari/Quatro Rodas)

A xDrive28i contou com duas opções de motor. Entre 2010 e 2012 havia o N52, um seis-cilindros aspirado de 3.0 e 258 cv.

Esse N52 foi substituído pelo N20 em 2013,com 245 cv e 35,7 kgfm constantes entre 1.250 e 4.800 rpm. O número de marchas subiu de seis para oito e o nível de equipamentos é muito superior.

BMW X1 XDRIVE 28I
(Marco de Bari/Quatro Rodas)

Jamais se esqueça de verificar o histórico de manutenção: todas as versões exigem mão de obra qualificada e ferramentas específicas. E trate de preparar o bolso: uma pequena revisão com peças originais pode facilmente superar a casa dos R$ 20.000.

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A maioria dos reparadores recorre a componentes paralelos de boa qualidade fornecidos por importadores independentes.

Problemas e defeitos do BMW X1

BMW X1 XDRIVE 28I

Motor: o N46 da versão sDrive18i é notório pelo ressecamento dos retentores de válvulas, identificado pela fumaça em marcha lenta ocasionada pela queima de óleo lubrificante. O custo do reparo varia de R$ 9.000 em oficinas independentes a R$ 17.000 nas concessionárias.

Cabeçote: outro problema crônico do motor N46 é o vazamento de óleo pela junta da tampa de válvulas, anéis da bomba de vácuo e flange do sensor de rotação. Uma revisão completa custa cerca de R$ 2.000.

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Câmbio: requer substituição do fluido a cada 80.000 km. O serviço é muitas vezes negligenciado devido ao custo elevado: substituição do filtro (embutido no cárter, custa R$ 2.316,30). Veja o estado do acumulador de pressão: o componente custa em torno de R$ 6.000.

Pneus: não raro, os proprietários trocam os pneus run flat por convencionais. Nesse caso, verifique se existe estepe e um kit com macaco e chave de roda.

Rodas: as de aro 18 sofrem bem mais, afetando o balanceamento. Não hesite em substituí-las caso constate indícios de que foram avariadas e reformadas.

Sistema elétrico: depende de bateria dentro da especificação. Baterias fora dos parâmetros sobrecarregam o alternador e provocam uma série de panes elétricas.

BMW X1 XDRIVE 28I
(Marco de Bari/Quatro Rodas)
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BMW X1 XDRIVE 28I

Quanto vale o  BMW X1 usado?

Modelo 2010 2011 2012 2013 2014
BMW X1 sDrive18i 2.0 16V R$ 59.980 R$ 62.456 R$ 77.157 R$ 73.418 R$ 76.249
BMW X1 sDrive18i Top 2.0 16V R$ 64.447 R$ 67.169 R$ 79.690 R$ 80.538
BMW X1 sDrive20i 2.0 16V R$ 78.103 R$ 86.667
BMW X1 sDrive28i 3.0 24V R$ 68.846 R$ 77.430 R$ 79.645 R$ 94.120 R$ 106.560

A voz do dono

Nome: Leonardo Souza Fernandes;
Idade: 38 anos;
Profissão: empresário;
Cidade: Mococa (SP).

O que eu adoro: “O rendimento é excelente: um carro de proposta familiar com ótimo desempenho e baixo consumo na cidade e na estrada. Mesmo com controles de tração e estabilidade, a tração traseira ainda diverte.”

O que eu odeio: “O conforto não é dos melhores: a suspensão firme pula, salta e sacoleja como num BMW M3. E o valor das peças na rede autorizada é extorsivo, sai bem mais barato comprar pela internet em lojas estrangeiras.”

Nós dissemos

Dupla.jpg
(Acervo/Quatro Rodas)

Abril de 2010: “À primeira vista, o BMW X1 é um carro difícil de enquadrar em uma das categorias conhecidas. (…) Melhor que tentar definir o X1, porém, é desfrutar o conforto interno, o acabamento e os equipamentos. (…) O motorista é o centro das atenções do projeto ergonômico, mas os passageiros não podem reclamar de falta de conforto.”

Pense também em um…

Q3 modelo 2011 da Audi, testado pela revista Quatro Rodas.
(Christian Castanho/Quatro Rodas)

Audi Q3: Seu atrativo é o motor 2.0 TFSI de 170 cv (180 a partir de 2016) com câmbio S Tronic e tração integral. Desempenho ainda melhor tem a versão Ambition, com 211 cv (220 cv a partir de 2016). O 1.4 TFSI de 150 cv tem sempre tração dianteira e câmbio S Tronic. Todos se destacam pelo espaço e o acabamento interno.

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