Nova Ram Dakota para os EUA pode ser maior, híbrida e não ter origem chinesa
Enquanto a picape norte-americana usará chassi da Gladiator e pode ter motor híbrido, modelo para o Brasil será feito na Argentina com base na Fiat Titano
A Ram oficializou o retorno da Dakota não só no Brasil, mas como também nos Estados Unidos. O batismo da nova picape média, que preencherá a lacuna deixada no mercado norte-americano pelo modelo original em 2011, foi confirmado por Tim Kuniskis, CEO da marca, encerrando meses de especulações.
A estratégia é clara: apelar para a memória afetiva do consumidor norte-americano para enfrentar a Toyota Tacoma (líder do segmento nos EUA), Ford Ranger e Chevrolet Colorado. A novidade não é apenas um exercício de branding; trata-se de um projeto técnico robusto, com produção confirmada para a fábrica de Toledo, em Ohio, na mesma linha de montagem da Jeep Gladiator.
A grande notícia para os puristas é a confirmação da arquitetura. A Ram Dakota será construída sobre chassi de longarinas (body-on-frame), garantindo a robustez estrutural necessária para o uso severo e alta capacidade de reboque.
Ao compartilhar a linha de montagem com a Jeep Gladiator, a Dakota herda o DNA off-road da prima, indicando que o modelo terá aptidão real para o fora de estrada, diferenciando-se de picapes derivadas de SUVs urbanos.
Seguindo os passos da próxima geração do Jeep Wrangler, prevista para 2028, a Ram Dakota deve estrear com uma opção de trem de força EREV (Veículo Elétrico com Extensor de Autonomia).
Nesta configuração, a picape é movida exclusivamente por motores elétricos, que entregam torque instantâneo — ideal para carregar peso ou superar obstáculos. Um motor a combustão entra em cena apenas como um gerador para recarregar as baterias, sem conexão mecânica com as rodas. Isso resolve a questão da autonomia em viagens longas, mantendo a eficiência energética. Motores a combustão convencionais também devem compor as versões de entrada.
Enquanto os americanos terão um projeto Jeep, a América Latina receberá uma evolução do projeto que originou a Peugeot Landtrek e a Fiat Titano. Apresentada inicialmente como o show car Nightfall, a Ram Dakota latina recupera o nome da picape Dodge feita no Paraná entre 1998 e 2001, mas agora fabricada na Argentina. O lançamento acontecerá no 1º trimestre de 2026.
Embora utilize a mesma estrutura da Titano (que por sua vez deriva da chinesa Changan Kaicene F70), a Ram Dakota latina recebeu um profundo “banho de loja” para se distanciar da prima da Fiat.
Diferente da tecnologia híbrida ou elétrica dos EUA, a Dakota latina será movida pelo motor 2.2 turbodiesel de 200 cv e 45,9 kgfm. O conjunto inclui câmbio automático de oito marchas e tração integral (4WD). Freio de estacionamento eletrônico e discos nas quatro rodas, já vistos na Titano 2026, também estão presentes.
A nova Ram Dakota deve chegar às lojas dos Estados Unidos com preço inicial estimado na casa dos US$ 30.000 (aproximadamente R$ 170.000 em conversão direta), posicionando-se abaixo da Ram 1500.
Além da picape, a Ram confirmou o desenvolvimento de um novo SUV grande, também sobre chassi, para competir com Chevrolet Tahoe e Ford Expedition, com produção prevista para acontecer ao lado do Jeep Grand Wagoneer.








