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Chevrolet Captiva EV começa a ser feito no Brasil e versão híbrida plug-in será a próxima

SUV médio elétrico divide espaço com o Spark EUV na linha de montagem e ganhará uma versão PHEV no segundo semestre

Por Nicolas Tavares, Paulo Campo Grande Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 jun 2026, 10h44 | Atualizado em 18 jun 2026, 11h10
SUV elétrico branco com teto preto, rodas esportivas e detalhes cromados, estacionado em um galpão industrial com piso cinza e faixas amarelas. Um homem e outro carro escuro aparecem ao fundo
 (Paulo Campo Grande/Quatro Rodas)
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A General Motors iniciou hoje (17) a montagem do Chevrolet Captiva EV na antiga fábrica da Troller, localizada em Horizonte (CE). O modelo é fruto da parceria com a Comexport, que assumiu a planta no ano passado, mas a grande novidade do evento foi a confirmação de um terceiro produto na linha de produção para este ano. A fabricante ainda faz mistério, mas tudo indica ser o Captiva PHEV, versão híbrida plug-in que já roda em testes pelo país.

Após focar exclusivamente nos modelos puramente elétricos importados dos Estados Unidos, a GM precisou aproveitar os produtos feitos por parceiros chineses para conseguir ter carros elétricos e híbridos capazes de enfrentar os novos rivais como BYD, Geely e GWM. Centralizar a montagem da família Captiva no Nordeste reduz custos logísticos imediatos e cria uma resposta corporativa frente à iminente nacionalização das rivais chinesas.

Interior de uma fábrica de automóveis com carros cinzas em diferentes estágios de montagem, suspensos por guindastes e em plataformas amarelas. O chão é cinza claro com faixas amarelas, e o teto alto tem estrutura metálica aparente e iluminação industrial. Carrinhos de ferramentas e peças estão espalhados pelo ambiente, indicando um processo de produção ativo

Nesta primeira fase, a produção ocorre no regime SKD (semi-desmontado). Isso significa que os veículos chegam da China em grandes kits, já com as carrocerias armadas e pintadas, recebendo apenas a montagem final no Brasil. O complexo industrial absorveu R$ 400 milhões em investimentos e projeta um teto de 80.000 unidades anuais, dividindo espaço atualmente com o compacto Chevrolet Spark EUV. Hoje, a fábrica opera com uma capacidade de 20.000 unidades por ano.

Linha de montagem de veículos com um carro cinza escuro suspenso em uma plataforma amarela, ao lado de um chassi com motor e componentes elétricos, também em plataforma amarela. Pneus novos estão em um carrinho amarelo à esquerda, e outros carros são visíveis ao fundo, em diferentes estágios de montagem
(Paulo Campo Grande/Quatro Rodas)
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A versão elétrica do Captiva, tabelada em R$ 199.990, utiliza um motor dianteiro de 201 cv. Ele é alimentado por uma bateria de 60 kWh, que homologa 304 km de autonomia no rigoroso ciclo do Inmetro.

Linha de montagem de veículos elétricos, com um carro cinza suspenso sem rodas e uma grande bateria preta no primeiro plano, pronta para instalação. Outros carros em diferentes estágios de montagem e trabalhadores ao fundo.
(Paulo Campo Grande/Quatro Rodas)

Thomas Owsianski, presidente da GM América do Sul, aproveitou o momento para anunciar que a Chevrolet iniciará a montagem de um terceiro carro no Ceará até o final do ano. O executivo não deu detalhes, porém a opção mais óbvia é a versão híbrida plug-in (PHEV) do Captiva, que já é vendido em outros países da região como Argentina e Uruguai e está sendo testado no Brasil há algum tempo.

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Chevrolet Captiva PHEV

O futuro Captiva PHEV aposta em um conjunto mecânico que prioriza o alcance. Ele une o propulsor 1.5 aspirado de 106 cv a um motor elétrico, gerando potência combinada de 204 cv (apenas 3 cv de vantagem sobre a configuração totalmente elétrica). Seguindo as calibrações de outros mercados sul-americanos, a bateria de 20,5 kWh deve garantir 90 km de rodagem no modo elétrico e cruzar a marca de 1.000 km com o tanque abastecido.

Chevrolet Captiva EV
(Fernando Pires/Quatro Rodas)
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Tanto o elétrico quanto o híbrido derivam do modelo chinês Wuling Starlight S. Com 4,74 m de comprimento e 2,80 m de entre-eixos, a arquitetura entrega uma carroceria significativamente mais espaçosa do que a de outros SUVs médios, como o Jeep Compass (4,40 m) e Toyota Corolla Cross (4,46 m).

A lista de equipamentos do híbrido deverá manter o nível do elétrico nacionalizado. O pacote inclui itens como central multimídia de 15,6 polegadas, frenagem autônoma de emergência e câmera com visão de 360 graus. A estreia oficial do Captiva PHEV no mercado brasileiro é aguardada para o final de 2026. Com a versão elétrica sendo vendida a R$ 199.990, a variante híbrida pode desembarcar por um valor em torno de R$ 170.000.

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Estádio de futebol lotado com bandeira do Brasil ao fundo e uma bola no gramado. À direita, capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas, com um carro vermelho em destaque. Um ícone de árvore branca aparece no canto superior direitoTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca.
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