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Astra pode virar SUV elétrico na Europa, mas perua será mantida

Nova geração utilizará a plataforma STLA com arquitetura de 800 V, mas manterá a carroceria perua viva para o mercado alemão

Por Henrique Rodriguez Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 jun 2026, 09h23
Carro Opel Astra amarelo vibrante com teto preto, visto em ângulo frontal esquerdo, destacando o design moderno e rodas esportivas, sobre fundo branco com sombra suave
Opel Astra 2026 (Divulgação/Opel)
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Astra pode virar SUV elétrico na Europa, mas perua será mantida Priorizar nos meus resultados Google

O Opel Astra, nome que ainda desperta forte nostalgia no mercado brasileiro por seu passado com a Chevrolet, se prepara para sofrer uma mudança estrutural profunda em sua próxima geração. A fabricante alemã, que hoje integra o portfólio da Stellantis, indicou que o modelo abandonará a carroceria hatch tradicional para assumir um perfil  “menos tradicional”, numa indicação de que o modelo poderia virar um crossover ou SUV.

A transição reflete o pragmatismo do mercado europeu atual. O segmento de hatches e sedãs médios encolhe progressivamente, forçando as marcas a migrarem seus produtos clássicos para carrocerias mais altas. Na prática, a mudança busca entregar a rentabilidade e a aceitação comercial que os SUVs têm hoje.

Arquitetura STLA e baterias LFP

Para sustentar essa guinada, o novo Astra será um dos responsáveis por adotar a nova geração de plataformas modulares da Stellantis. A base técnica escolhida tem lançamento previsto para 2027 e será a base de todos os futuros modelos de porte médio do grupo, que engloba marcas como Peugeot, Citroën, Fiat e Jeep.

Carro Opel Astra hatchback amarelo com teto preto, visto de traseira e lateral, estacionado em rua de asfalto cinza com prédio moderno ao fundo
(Divulgação/Opel)
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A mudança de plataforma corrige uma limitação técnica do Astra atual, que utiliza uma base projetada originalmente para modelos a combustão. A nova estrutura nasce voltada para a eletrificação, permitindo que a fabricante adote baterias de LFP (fosfato de ferro-lítio), mais baratas e duráveis. O conjunto será apoiado por uma arquitetura elétrica de 800 V, tecnologia que reduz consideravelmente o tempo de recarga e o peso de um carro elétrico.

O futuro do modelo será eletrificado, mas a marca adotou um tom cauteloso em relação a ser exclusivamente movido a baterias. O diretor-executivo da Opel, Florian Huettl, indicou que a oferta de motorizações híbridas continua sobre a mesa, refletindo a necessidade de adaptação comercial.

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Concessão ao mercado alemão

A estratégia de manter opções híbridas garante que o carro não perca competitividade em mercados onde a infraestrutura de recarga ainda engatinha. A decisão final sobre o portfólio de motores será definida quando o modelo estiver mais próximo do lançamento, garantindo flexibilidade para a fabricante diante da oscilação nas vendas de elétricos puros.

Carro Opel Astra Electric verde metálico, visto de frente, com teto preto e faróis de LED horizontais acesos, exibindo a placa Astra Electric no para-choque, sobre uma plataforma giratória cinza em um estúdio branco
(Divulgação/Opel)
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Curiosamente, enquanto a versão hatch caminha para a extinção em favor de um SUV, a configuração familiar está a salvo. A marca confirmou que a variante perua, batizada de Sports Tourer, sobreviverá à mudança de geração. O motivo é prático: o mercado doméstico alemão ainda consome essa carroceria em alto volume, justificando o investimento.

A influência chinesa na Opel

O movimento do Astra evidencia o esforço da Stellantis para reposicionar a marca na Europa até 2030, plano que inclui a nova geração do compacto Corsa e um modelo intermediário para atuar logo abaixo do Mokka.

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O lançamento mais estratégico do cronograma, no entanto, será um novo utilitário esportivo desenvolvido em parceria com a Leapmotor. A colaboração com a marca chinesa, da qual a Stellantis adquiriu parte das operações, promete acelerar a chegada de tecnologias elétricas de baixo custo ao catálogo europeu.

Como o Astra atual passou por uma reestilização de meio de ciclo recentemente, a nova geração em formato de SUV tem sua estreia aguardada apenas para a janela entre 2028 e 2029, quando a nova base tecnológica do grupo já terá ganhado escala industrial.

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Estádio de futebol lotado com bandeira do Brasil ao fundo e uma bola no gramado. À direita, capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas, com um carro vermelho em destaque. Um ícone de árvore branca aparece no canto superior direitoTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca.
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