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JAC E-JS1 é carro elétrico usado a partir de R$ 70.000; vale a pena?

Subcompacto chinês perdeu valor após chegada do BYD Dolphin Mini; modelo entrega agilidade urbana, porém sofre com peças caras

Por Fábio Black 13 jun 2026, 16h28 | Atualizado em 13 jun 2026, 16h28
JAC E-JS1
Bom negócio para quem pensa em um carro de trabalho, principalmente (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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JAC E-JS1 é carro elétrico usado a partir de R$ 70.000; vale a pena? Priorizar nos meus resultados Google

O JAC e-JS1 custava R$ 149.990 quando foi lançado, há cinco anos, época em que era o elétrico mais barato do país. “Barato” era mais uma força de expressão, mas o fato é que ele conquistou seu público e abriu espaço para rivais como Renault Kwid E-Tech e o Caoa Chery iCar.

O tempo passou e a concorrência do BYD Dolphin Mini fez o preço do e-JS1 baixar: a versão básica é anunciada por cerca de R$ 127.000 e a aventureira EXT por R$ 139.000. Essa situação derrubou o valor dos e-JS1 usados, que podem ser encontrados pela metade do preço original.

JAC E-JS1
No porta-malas (das versões de passeio) cabem apenas 131 litros de bagagem (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Antes de se empolgar é preciso entender que: trata-se de um automóvel urbano, limitado em espaço, performance e autonomia. São 3,65 m de comprimento e 2,39 m entre os eixos: até adultos de estatura média sofrem no banco traseiro. O porta-malas comporta apenas 131 litros.

Seu motor (com 15,3 kgfm e 61 cv) é alimentado por baterias de fosfato de ferro-lítio de 30,2 kWh com autonomia de 302 km em ciclo NEDC. Na prática, a autonomia real fica entre 240 e 280 km com uma carga completa, dependendo da topografia e do estilo de condução. A velocidade máxima é limitada a 110 km/h. Como pesa só 1.180 kg, ele acelera razoavelmente bem: vai de 0 a 100 km/h em 14,5 s e retoma de 40 a 80 km/h em 6,1 s.

JAC E-JS1
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

Ao volante ele não transmite aquela sensação de peso excessivo da maioria dos elétricos, mérito das suspensões bem acertadas. No modo Eco o sistema regenerativo permite forte desaceleração apenas tirando o pé do acelerador, poupando os freios.

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Outra limitação considerável é a segurança: além da razoável idade do projeto, o e-JS1 apresenta apenas dois airbags frontais, o que resultou em uma nota zero no Latin NCAP.

A versão aventureira EXT foi uma das novidades do modelo 2023, com suspensão ligeiramente elevada (5 cm), rodas de liga leve exclusivas e um visual diferenciado. O tempo de recarga rápida também foi reduzido: de 20 a 100% em cerca de 1h10min.

JAC E-JS1
Volante tem ajuste de altura e os bancos, de distância e inclinação do encosto (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Alvo de uma expressiva redução de preços, o modelo 2024 foi simplificado: as rodas de liga leve foram substituídas por rodas de aço estampado com calotas e os bancos trocaram o revestimento sintético por tecido. Na versão City Cargo, o banco traseiro foi removido e deu lugar a um espaço de carga com 1.200 litros e capacidade de 400 kg.  A aquisição de um e-JS1 já depreciado pode representar um excelente negócio para quem exerce atividade remunerada, mas exige atenção especial com o histórico de manutenção e vida útil da bateria, cuja garantia é de cinco anos ou 100.000 km (o que ocorrer primeiro).

JAC E-JS1
Telinha atrás do volante sofre com reflexos. Haste das marchas lembra os Mercedes (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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Problemas do JAC E-JS1

Módulo BMS – É o responsável por controlar tensão, corrente e temperatura das células das baterias. Falhas reduzem a autonomia
e abreviam a vida útil das baterias.

Baterias – Mesmo com o BMS em ordem é normal que percam de 1 a 2% de sua capacidade ao ano.

Arrefecimento – Essencial para a vida útil da bateria, motor e inversor. Recomenda-se a inspeção do fluido a cada 10.000 km ou a cada 12 meses, o que ocorrer primeiro.

Suspensão – Vale a pena verificar rolamentos de roda, batentes, buchas, pivôs e amortecedores. A combinação de torque instantâneo e suspensão desalinhada acaba rapidamente com os pneus.

Ar-condicionado – O funcionamento irregular do compressor pode ser causado por falhas de alimentação no sistema de alta-tensão. Verifique também a bateria de 12 V, responsável pela alimentação do relé de partida do compressor.

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Pneus – A medida original é a 165/65 R14, muito eficiente pela leveza e baixa resistência à rolagem. Difícil é achar esse pneu no mercado. Trocar os originais por outros maiores e mais largos compromete o rendimento e a autonomia das baterias.

JAC E-JS1
Tomadas ainda têm padrão chinês. Motor e inversor ocupam pouco espaço no cofre (Fernando Pires/Quatro Rodas)

A voz do dono

Nome: Zilmar Costa Dias
Idade: 65 anos
Profissão: motorista de aplicativo
Cidade: Jundiaí (SP)

O que eu adoro:

“É um excelente carro urbano: compacto, ágil e capaz até de realizar viagens dentro de sua autonomia. Ótimo espaço interno, bom acabamento e toda a economia proporcionada por um elétrico.”

O que eu odeio:

“Ele não é compatível com tomadas CCS2: sem adaptador fica impossível viajar ou carregar fora de casa. Pós-venda precisa melhorar: peças caras e muita demora para agendar e executar serviços.”

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Preço médio dos JAC E-JS1 usados (FIPE)

MODELO 2022 2023 2024 2025
e-JS1 62cv 5p Aut. (Elétrico) R$ 72.205 R$ 76.346 R$ 82.772 R$ 85.891
e-JS1 Extreme 62cv 5p Aut. (Elétrico) R$ 72.653 R$ 81.431 R$ 105.976 R$ 115.284

Preço das peças do JAC EJS1:

PRECO-PECAS
(Reprodução/Quatro Rodas)

Nós dissemos:

JAC EJS1
(Reprodução/Quatro Rodas)

Agosto de 2021  “A velocidade máxima é limitada a 110 km/h, quando o motor elétrico trabalha em seu limite de 9.500 rpm. Isso explica o tempo de 0 a 100 km/h em 14,5 s, cumprindo os 1.000 m a 106,8 km/h. Essa limitação é notável em rodovias, por isso é melhor não ficar na faixa da esquerda (…). Em trânsito urbano, porém, o torque garante ao e-JS1 uma agilidade de hatch compacto equipado com motor a combustão 1.5 ou 1.6.”

Pense também em um:

Renault Kwid E-Tech 100% Elétrico. Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem / Renault
(Divulgação/Quatro Rodas)

Renault Kwid E-Tech  O sino-francês se destaca pelos seis airbags de série (frontais, laterais e de cortina). Também leva vantagem no porta-malas (290 litros) e na rede de concessionárias, consideravelmente maior. Mas nem tudo são flores: o acabamento interno é repleto de plásticos duros como no Kwid convencional, para dar a partida ainda é preciso girar uma chave e o freio de estacionamento ainda usa a arcaica alavanca.

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Estádio de futebol lotado com bandeira do Brasil ao fundo e uma bola no gramado. À direita, capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas, com um carro vermelho em destaque. Um ícone de árvore branca aparece no canto superior direitoTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca.
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