A Mitsubishi é conhecida pela valentia de seus utilitários. O MitsubishiASX, por sua vez, é um carro de passeio que roda confortavelmente por estradas de terra e até encara trilhas leves.
Belo e funcional, este SUV médio chegou ao Brasil em 2010, importado do Japão, e até conseguiu conquistar parte da clientela do Pajero TR4 (especificamente aqueles que rodam mais no asfalto) ao suprir suas principais carências – especialmente aquelas ligadas ao espaço.
Motor 2.0 16V é a única opção para o ASX (Marco de Bari/Quatro Rodas)
O ASX tem dimensões de hatch médio (tem 4,36 m de comprimento e tem 2,67 m de entre-eixos), oferece espaço interno para cinco ocupantes, porta-malas de 409 litros, dirigibilidade dócil e confortável e bom pacote de segurança, que inclui sempre ABS e airbags frontais.
Uma semelhança com o TR4 é o alto consumo: seu 2.0 16V a gasolina com comandos variáveis e injeção direta rende 160 cv, mas é limitado pelo câmbio CVT, que compromete o desempenho com respostas lentas. Quem gosta de acelerar deve optar pelas versões com câmbio manual ou apelar para trocas nas borboletas do volante.
Versão 4×4 é a mais valorizada no mercado de usados (Marco de Bari/Quatro Rodas)
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Vale a pena investir no Mitsubishi ASX AWD: com preço inicial de R$ 55.000, ele traz sete airbags (frontais, laterais, de cortina e um de joelhos), controles de tração e estabilidade, tração 4×4 seletiva, assistente de partida em subidas, sensores de ré, de chuva e de faróis, chave inteligente com partida do motor por aproximação, retrovisores rebatíveis, bancos de couro elétricos e ar digital. Teto panorâmico e faróis de xenônio são opcionais bem-vindos.
A versão 4×2 atrai pouco porque oferece menos itens de série por um valor próximo no mercado de usados, mas essa escolha pode garantir um carro mais novo.
Nacionalizado nos modelos 2012, o Mitsubishi ASX recebeu discretos retoques, roda aro 18 e revisão em motor e suspensão.
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Em 2015, o ASX Outdoor aliou câmbio manual e o 4×4: além do visual (bagageiro no teto e apliques de plástico), ele agrada pela dirigibilidade mais suave devido às rodas menores (aro 16) e aos pneus de uso misto e perfil mais alto. Mas no ano seguinte o Outdoor passou a ter tração apenas dianteira e câmbio CVT.
Traseira segue inalterada desde 2010, quando o modelo chegou ao Brasil (Fernando Pires/Quatro Rodas)
Na linha 2017, a última reestilização garantiu a frente com novos frisos cromados na grade e que fazem uma espécie de ziguezague entre os faróis principais e os de neblina, junto com um novo para-choque com parte central preta.
Painel tem materiais de toque rígido e aparência de baixa qualidade (Divulgação/Divulgação)
Mas a única mudança na traseira surgiu apenas na linha 2018, quando ganhou um logotipo indicando que, tardiamente, o motor 2.0 passou a ser flex e com direito ao sistema de pré-aquecimento do etanol na partida a frio. Foi quando chegou aos 170 cv e 23 kgfm – com gasolina os valores são de 160 cv e 22 kgfm. O câmbio manual deixou de ser oferecido.
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Dimensões são de SUV compacto, mas preço está acima da média. Rodas são de 18 polegadas (Fernando Pires/Quatro Rodas) Central multimídia, mesmo completa, tem aspecto de item paralelo. Já o ar-condicionado, poderia ser digital (Fernando Pires/Quatro Rodas)
O Mitsubishi ASX saiu de linha em 2021. Mas, na verdade, o que aconteceu foi sua substituição pelo Outlander Sport que, na verdade, foi a terceira reestilização do ASX. Era o mesmo carro, com o mesmo motor, mas com frente e traseira renovados. Não deu muito certo, pois foi lançado em julho de 2020 e saiu de linha em dezembro de 2021.
O ASX desfruta da boa reputação dos carros japoneses, embora seu pós-venda deixe a desejar quando comparado aos rivais de Honda e Toyota. Por outro lado, a nacionalização melhorou a disponibilidade e o valor das peças de reposição e muitas delas são compartilhadas com o Mitsubishi Lancer. Vale pesquisar o preço de peças e serviços nas concessionárias, que quase sempre têm peças para pronta entrega e oferecem serviços de manutenção preventiva com preços fixos.
Problemas e defeitos do Mitsubishi ASX
Teto panorâmico – Os modelos 2010 e 2011 do ASX AWD foram convocados para recall de eventual aplicação de adesivo de fixação no teto panorâmico, por risco de descolamento do vidro.
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Teto solar panorâmico é exclusivo da versão topo de linha e garante sensação agradável à cabine (Fernando Pires/Quatro Rodas)
Câmbio CVT – Assim como o Lancer, as primeiras unidades do ASX chegaram ao país sem o radiador do fluido da transmissão, provocando ruídos e falhas principalmente em altas rotações. Vale a pena certificar se o equipamento foi instalado no período de garantia.
Suspensão – A calibração firme e o curso curto da suspensão cobra seu preço na vida útil de peças como buchas e batentes. Batidas secas e vazamentos são indícios claros de amortecedores sem ação.
Cabeçote – O motor pode apresentar ruídos anormais, vindos da corrente dos comandos de válvulas: óleo de especificação incorreta ou trocas fora do prazo determinado provocam o desgaste precoce desse componente.
Sistema 4×4 – Exige atenção no alinhamento da direção e suspensão da versão AWD, sob risco de desgaste excessivo dos pneus e comportamento dinâmico irregular. Cheque também se o óleo da caixa de transferência e o do diferencial traseiro foram substituídos.
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Mitsubishi ASX Outdoor (Divulgação/Mitsubishi)
Valor dos Mitsubishi ASX usados (KBB)
Modelo
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
2020
2021
4×2 manual
R$ 50.565
R$ 56.675
R$ 58.200
R$ 64.554
R$ 65.990
R$ 66.134
R$ 68.990
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GLS
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R$ 94.489
R$ 109.521
HPE
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R$ 101.920
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HPE-S
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R$ 107.540
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4×2 CVT
R$ 52.220
R$ 58.970
R$ 59.940
R$ 63.240
R$ 67.100
R$ 69.940
R$ 76.640
R$ 83.340
R$ 86.690
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AWD CVT
R$ 54.730
R$ 60.304
R$ 63.400
R$ 64.550
R$ 70.120
R$ 77.351
R$ 88.687
R$ 87.980
R$ 102.592
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OUTDOOR MT
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R$ 76.315
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OUTDOOR CVT
R$ 73.335
R$ 81.120
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Preço das peças do Mitsubishi ASX
Versão reestilizada do ASX foi apresentada durante o Salão do Automóvel de 2016 (Divulgação/Quatro Rodas)
O que eu adoro:“É muito versátil e ignora as condições da via graças à elevada altura do solo: as suspensões independentes nas quatro rodas garantem conforto e estabilidade, no asfalto ou fora dele.”
O que eu odeio:“A transmissão CVT é o ponto fraco do carro: tem reações muito lentas, apresenta aquecimento no uso intenso em altas velocidades e ainda compromete acelerações, retomadas e até o consumo.”
Teste de desempenho e consumo (com gasolina) – Mitsubishi ASX 2.0 16V CVT AWD
Aceleração de 0 a 100 km/h: 12,2 s
Aceleração de 0 a 1.000 m: 33,7 s – 156,8 km/h
Retomada de 40 a 80 km/h (em D): 5,5 s
Retomada de 60 a 100 km/h (em D): 6,8 s
Retomada de 80 a 120 km/h (em D): 9,1 s
Frenagens de 60 / 80 / 120 km/h a 0: 16,6 / 29,4 / 68,2 m
Consumo urbano: 6,9 km/l
Consumo rodoviário: 9,8 km/l
Ficha técnica – Mitsubishi ASX 2.0 16V CVT AWD
Preço: R$ 128.490
Motor: gas., diant., transv., 4 cil., 16V, 1.998 cm3, 160 cv a 6.000 rpm, 25,5 mkgf a 4.200 rpm
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