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Freio-motor: aprenda como usá-lo e economize gasolina e dinheiro

Freio-motor é o melhor amigo do motorista em descidas íngremes, pois reduz o desgaste dos freios e ajuda a economizar combustível

Por João Vitor Ferreira 20 jul 2024, 10h00 | Atualizado em 4 jun 2026, 15h52
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 (Divulgação/Ford)
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Freio-motor: aprenda como usá-lo e economize gasolina e dinheiro Priorizar nos meus resultados Google

Você sempre pode recorrer ao freio do carro, mas não precisa fazer isso sempre que precisar reduzir a velocidade. É aí que entra o freio-motor, que nada mais é do que a resistência imposta pelo motor com o veículo em movimento, e que pode ajudar a poupar componentes do carro e combustível.

O freio-motor é a maneira mais correta e segura controlar a velocidade no carro, principalmente em trechos de descida de serra. Pode ser apenas deixando de acelerar, ou reduzindo marcha. Muitas vezes, é descer uma ladeira na mesma marcha que você usaria para subir.

Ao fazer isso, você deixa de pisar no acelerador, mas as rotações continuam altas. Isso porque o motor começa a funcionar pelo embalo do carro, cortando a injeção de combustível e, eventualmente, alterando o comportamento do comando válvulas variável. É o chamado efeito “Cut off”.

Assim, você poupa lonas e pastilhas de freio, e também combustível. No cut off, o motor simplesmente para de injetar combustível na câmara de combustão.

Vilões do consumo
Mantenha o veículo engatado nas descidas. Descer em ponto morto é perigoso e piora o consumo. (Acervo/Quatro Rodas)
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Para quem acredita que descer na “banguela” — ou seja, com o carro desengrenado — economiza combustível, saiba que acontece justamente o contrário em um motor moderno. Em ponto morto, o sistema do carro não corta a injeção e tende a alimentar o motor.

Mas o ponto mais importante de descer com o carro engrenado está nos freios. Em ponto morto, o uso do pedal do freio será constante, já que o motor não ajudará a manter o carro em uma velocidade ideal. Isso acarreta em um desgaste excessivo dos componentes e, no pior dos casos, um superaquecimento dos freios, deixando-os inoperantes.

E se o carro começar a “urrar” muito, não se preocupe. Todos os motores são projetados para essa situação e operam em rotações mais altas. Mas sempre fique atento à rotação máxima do seu carro, a famosa linha vermelha no conta-giros, e mantenha o carro funcionando abaixo dela. Também é possível encontrar o limite de rotações do motor no manual do seu veículo.

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Freio-motor C3
O manual do nosso Citröen C3 de Longa Duração há um aviso explicando o uso do freio-motor (Henrique Rodrigues/Quatro Rodas)

Mas e o câmbio?

Embora o freio-motor traga muitos benefícios é preciso tomar um pouco de cuidado para não sobrecarregar o câmbio.

Em câmbios manuais, quando se estiver utilizando o freio-motor, evite descer demais as marchas. Ou seja, não passe da quinta para a segunda, mude aos poucos. Primeiro passe para a quarta, depois terceira e, se necessário, desça para a segunda.

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Volkswagen T-Cross 200 TSI Automático

Para os carros automáticos, primeiro você deve tirá-lo do modo Drive. Em seguida, você deve usar o modo correspondente do seu veículo. Alguns, terão a posição L (de Low) ou S, que fazem com que o câmbio use as marchas mais baixas por mais tempo.

Há ainda algumas variações com números (D1, D2, D3 ou L1, L2 e L3), nesse caso, o carro vai se limitar às marchas que correspondem aos números.

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Se houver a opção, você pode colocá-lo em modo manual e efetuar a redução através das borboletas no volante ou na própria alavanca.

para os câmbios CVT é necessário ter um pouco mais de atenção. Consulte o manual para saber exatamente as velocidades de troca de marcha do veículo. Essa relação, ajudará a saber quando reduzir as marchas, evitando a sobrecarga da transmissão.

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